des.des.construir
Programada por Sandra Oliveira para o Jardim das Artes e das Letras, Viseu.
Na apresentação final, a performance foi feita em colaboração com Lula Pena, que produziu som ao vivo desde dentro da instalação.
“Talvez porque a rotura é um ato e só se produz enquanto se produz, e se todo o objeto se esteticiza com o tempo, todo o objetivo, ao ser atingido, destrói-se.” Ana Hatherly · PO-EX, textos teóricos e documentos da poesia experimental portuguesa
A partir da ideia de construção, de rotura, e da realidade cíclica das coisas, é proposta uma situação em que o estado desconstruído do objeto é, simultaneamente, fim em si mesmo e ponto de partida.
Uma grande estrutura cúbica formada por painéis têxteis dilacerados aguarda, durante 9 dias, o momento em que, após 18 horas de performance (2 horas por dia), os rasgos se voltem a fechar – e a estrutura se transforme. O ato de destruição é omitido, e a violência a si inerente existe apenas de modo especulativamente retroativo.
Uma instalação lenta, silenciosa e contemplativa – que questiona a tendência humana destrutiva e a pertinência de uma ação edificadora.
A partir de Rotura (1977), de Ana Hatherly.






